Abri os olhos e foi como se eu estivesse nascendo novamente. Toda aquela luz ofuscando a minha pupila dilatada, todo aquele estrondo de vozes que não sei ao certo se eram mesmo pessoas falando ou se eu gritava dentro de mim.
Comecei a reparar o que estava ao meu redor, meio sem entender o que era o que. Só conseguia ver o entorno das coisas, minha cabeça latejava e o pensamento que vinha era somente que eu não tinha culpa. Não era minha a responsabilidade de tudo estar desmoronando.
A cada objeto identificado do meu quarto, a lembrança da sua voz me dizendo que ficaríamos juntos para sempre. Que seríamos felizes independente de qualquer coisa. Que nossa família seria linda e que sim, éramos feitos um pro outro.
Quanta besteira, eu pensei, no momento que consegui entender que o que estava a minha frente era uma televisão e avistei seu rosto no porta-retrato ao lado da cama. Senti vontade de chorar e voltar para o útero que me aconchegava minutos antes de eu acordar para a dura realidade do meu agora.
A culpa não era minha, realmente não era. Dei tudo que eu pude, fiz o meu melhor e mesmo assim me sentia culpado. Culpado por abrir os olhos, por deixar a luz entrar. Por te olhar como nunca tinha visto e deixar que isso me ferisse mais uma vez, já que a realidade era muito pior do que a verdade que eu havia inventado.
Dura dor de nascer para o novo...

PQP...no words to express what I feel!
ResponderExcluirKisses...
uau. tá lendo muito CF, e tá aprendendo bastante com ele =)
ResponderExcluirmuito bonito seu post...vc e isa escrevem tão bem e eu só posto coisas inúteis...hahahahaha XD
ResponderExcluirgostei da visita, volte sempre...=***
foda
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