domingo, 7 de fevereiro de 2010

É...

"Só agora eu sinto que as minhas asas eram maiores que as dele, e que ele se contentava com os ares baixos; eu queria grandes espaços, amplitudes azuis onde meus olhos pudessem se perder e meu corpo pudesse se espojar sem medo nenhum. Queria e quero ainda. Voar junto, não sozinho. Mas todos me parecem tão fracos, tão assustados e incapazes de ir muito longe.Talvez eu me engane, e minhas asas sejam muito mais frágeis que meu ímpeto. Mas se forem como imagino, talvez esteja fadada a solidão."

Um comentário:

  1. não a solidão física, talvez. mas de certa forma todos estamos fadados a solidão intelectual. ninguém nunca se expõe por completo. e dependemos de nós próprios para pensar a nossa única complexidade.

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